Fratura de estresse, também conhecida como fratura por fadiga, é uma falha do osso que é submetido a vários ciclos repetitivos de tensão, o que resulta em microfissuras por sobrecarga. Se a sobrecarga repetitiva continua, estas fissuras podem acumular-se mais rapidamente do que o osso pode cicatriza-las, podendo resultar em uma fratura completa.

            O local mais comum da fratura de estresse é o metatarso, onde mais da metade das fraturas de estresse são encontradas. Fraturas do calcâneo e da tíbia formam grande parte do resto desta totalidade, com o colo do fêmur e navicular formando menos de 5% dos casos.

            A causa mais comum de fratura por estresse é um recente aumento no nível de atividade física de um atleta ou em uma pessoa comum submetida a exercícios repetitivos com impacto. Exemplos clássicos incluem a fratura da tíbia em recrutas militares, que começam a marchar e correr muitas horas por dia, tendo uma vida prévia sedentária, ou uma fratura do segundo metatarso em uma mulher que faz uma viagem e passa horas a passear e fazer compras com sapatos de salto alto. Fraturas de estresse também ocorrem com atividades fisícas normais, sem ocorrer nenhum aumento de intensidade ou sobrecarga, se o osso está enfraquecido por causa da osteoporose ou osteomalacia. As fraturas por estresse podem ocorrer parcialmente devido à fraqueza muscular, pois os músculos em fadiga, não podem proteger o esqueleto de uma tensão excessiva.

            A apresentação clínica inclui o inicio da dor relacionado à mudança na intensidade do treino ou introdução de atividade física antes não praticada, além de edema no local afetado. Radiografias iniciais geralmente são normais, mas depois de algumas semanas podem demonstrar reação periosteal, linha esclerótica e, eventualmente, a formação de calo ósseo e uma linha de reabsorção.      A cintilografia óssea ou ressonância magnética (RM) mostra a lesão numa fase mais precoce, sendo solicitada na maioria dos casos. O diagnóstico é mais problemático em atletas de alto nível, que possam vir a ter dor músculo-esquelética de grande intensidade.

            As fraturas por estresse são tratadas com modificação das atividades para permitir a cicatrização da lesão e utilização de muletas ou bengalas, se necessário, para retirar a carga e reduzir a dor. O nível de exercício deve ser reduzido para o nível de dor zero ou mínima. Os pacientes podem manter alongamento e fortalecimento muscular, enquanto eles não causam dor, e atletas de competição podem mudar para algum tipo de atividade aeróbica sem carga, por exemplo, os corredores podem usar bicicleta ou remo para manter a capacidade aeróbica. O Retorno ao esporte deve ocorrer quando os sintomas indicam que isso é apropriado, na maioria dos casos, os atletas estão de volta à plena atividade em 6 a 12 semanas, dependendo do local de acometimento. As fraturas por estresse do cortex anterior da diáfise da tíbia, que pode ocorrer em atletas de salto, são notórias por exigir um curso de tratamento prolongado, sendo a cirurgia muitas vezes necessária para o tratamento desta lesão.